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[Crítica de filme] Precisamos falar sobre o Kevin

19:17


Título original : We need to talk about Kevin
Gênero: Drama
Duração: 120 minutos
Ano de lançamento: 2011

Precisamos falar com o Kevin é uma adaptação do livro de Lionel Shriver,  pela diretora Lynne Ramsay. O filme conta em flashes, a vida de Eva Khatchadourian. Uma mulher que após uma gravidez indesejada, teve que largar com grande pesar suas viagens pelo mundo e dedicar-se à vida de mãe e esposa. A insatisfação de ser mãe é algo que fica claro desde o início do filme. Eva não estava preparada pra isso, mas ainda assim tenta fazer o que deve ser feito. Uma das características mais marcantes em Eva é essa determinação em tentar ser uma boa mãe para seu filho indesejado Kevin. Ela é cheia de conflitos de emoções o filme inteiro e a atriz escolhida pra vivenciar os problemas de Eva (Tilda Swinton <3) conseguiu passar isso muito bem.



Logo de cara o telespectador acaba descobrindo que o filho de Eva é o próprio demônio em forma de gente e os flashes de um massacre em uma escola não deixam dúvidas de que mais tarde ele seria o responsável pelo ocorrido. 


Kevin é uma criança problemática, é inteligente acima da média e odeia a mãe com a mesma intensidade com que não foi desejado no ventre, ao mesmo tempo que desde muito cedo já dissimula e consegue passar uma imagem de criança inocente para outras pessoas. O pai de Kevin, por exemplo, é tão permissivo e alheio a tudo que acontece que não acredita nas reclamações da própria esposa e acha que o filho "inocente" só quer chamar atenção como uma criança normal. 


Quanto mais Kevin cresce, mais apronta e faz com que a mãe pareça a louca da situação. Tudo acaba piorando quando o casal vai ter outro filho, desta vez uma menininha, e Kevin não se conforma. 



- Você nunca desejou alguém com quem pudesse brincar?- Não.-Você pode gostar.- E se eu não gostar?- Você vai ter que se acostumar.- Só porque você se acostuma com algo, não significa que você gosta. Você se acostumou comigo.


Definindo o filme com apenas uma palavra, posso dizer que ele é ... perturbador! Perturbador porque te faz pensar em como é possível que existam pessoas como Kevin. Como é possível que existam pessoas como as que julgaram Eva tão cruelmente após o massacre. Como é possível alguém ser tão forte como Eva foi mesmo depois de tudo.  


Precisamos falar com o Kevin é filme lento até, mas não entedia quem assiste. É ao mesmo tempo pesado e de uma leveza incrível. Creio que o único erro que cometeram foi usar uma atriz tão nova para interpretar a irmã de Kevin quando ele era adolescente, sendo que ao receber a notícia da gravidez da mãe, Kevin não devia ter nem 10 anos de idade. Mas o que importa é a essência do filme.

O final - emocionante- deixa algumas brechas intencionais para que a gente se force a pensar um pouco mais no assunto. Teria tudo sido diferente caso Kevin fosse amado desde o início ou a psicopatia/sociopatia é algo tão forte que independe do amor que a pessoa receba? Os pais poderiam ter mudado alguma coisa? Teria Kevin sentido alguma ponta de emoção em toda a sua vida? 

Talvez só os Kevins reais possam responder.








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2 comentários

  1. Sou doida pra vê esse filme, mais primeiro quero ler o livro. Estou tentando fazer isso o quanto antes, pois tenho certeza que vou gostar muito do filme e do livro também.
    Gostei do post, mostrou direitinho o que esperar do filme.
    Beijos.
    http://detudoumpoucodany.blogspot.com.br/

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    1. Também queria ler o livro antes, mas me falaram que tem bastante diferenças entre livro e filme, então como tive oportunidade de ver o filme primeiro, aproveitei. Obrigada flor (:

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