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Sobre a grandeza do amor e amores infinitos

21:57


Algum tempo atrás se me perguntassem a possibilidade de amar, mas amar mesmo, verdadeiramente, de todo o coração durante a vida, eu diria a bendita frase pronta :" Não, só se ama uma pessoa". Talvez até complementasse com um "podemos até gostar, ter paixonites, mas amar mais de alguém não". Mas afinal, o que é o amor? Se amor é cumplicidade, carinho, respeito, amizade, atração, vontade de ficar a vida inteira, gostar de alguém até o peito doer e tantas outras mais, será possível mesmo com tanta gente no mundo apenas uma bendita alma possa te fazer feliz? Te amar, mesmo que não seja pra sempre, mas te amar profundamente sem considerar o tempo e tantos outros quesitos? Aquele amor vivido por anos com alguém, não foi amor só porque, seja lá qual circunstância não deu certo? Aliás, pode ter dado certo. E provavelmente deu. No tempo certo que tinha pra ser; na duração exata pra aprender, aproveitar o melhor que ambos tinham a oferecer, evoluir.

Se nós fossemos imutáveis, se as condições fossem as mesmas para todos sempre, talvez minha ideia antiga sobre o amor continuasse a mesma. Mas a gente cresce, o tempo passa, as coisas mudam, as pessoas mudam, a gente muda. A gente vive! Eu não sou a mesma de cinco anos atrás, assim como já estou muito diferente de apenas um ano atrás hoje em dia. Aposto que você também. Se no final acabamos sendo vários, por que não vários amores? Por que não um amor em cada grande fase de vida? Por que não um amor de anos e outro de apenas meses? Por que não aquele amor que acontece lá de vez em quando nos olhares intensos, nas mãos dadas na cama, nos gemidos sem pudor algum, na conversa, no abraço e no beijo de despedida? No "senti sua falta" ou até mesmo no deixar ir? Não, não me refiro à paixão apenas, mas a momentos realmente nos marcam, pessoas que despertam algo tão forte em nós , mesmo que brevemente, e deixam pedaço delas conosco.

Por que não um amor que virou amizade? Por que não um amor que virou lembrança, mas que foi vivido, sentido! No fim somos pequenos demais pra uma definição concreta, somos imperfeitos demais perto de algo tão sublime, tão forte, tão grande. Isso é o que nos torna humanos; a capacidade infinita de amar, mesmo que não faça sentido algum. Nunca.

Somos coleções de momentos, de saudades, de planos, de frios na barriga, de grandes e, por que não, breves amores? Somos infinitos. O amor também.





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2 comentários

  1. Que lindo o texto, tocante, profundo, real, simplesmente sublime, eu adorei, de verdade, parabéns!
    Estou seguindo e amando o blog <3
    Beijos.
    Tenho um blog no qual falo sobre filmes, series e cultura no geral. Se puder dar uma conferida ficarei muito grata: http://cineleva.blogspot.com.br/ :)

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  2. Oi, tudo bem?
    Adorei seu texto.
    Quando o assunto é amar, eu não sou a melhor pessoa pra falar algo...
    Adorei seu blog, ganhou um seguidor <3
    Beijão,

    Vinicius
    omeninoeolivro.blogspot.com

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